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Pesquisa mostra o potencial da alimentação e do exercício físico07/11/2017

O Grupo de Pesquisa em Respostas Moleculares e Fisiológicas ao Exercício, do Centro Universitário do Distrito Federal (UDF) em colaboração com diversas Universidades do Brasil, acaba de tornar-se pioneiro no desenvolvimento de uma pesquisa sobre o efeito do exercício físico aeróbico na microbiota intestinal (conjunto de bactérias e microrganismos presentes em nosso sistema  astrointestinal), em animais induzidos à obesidade.

O estudo, liderado pelo Prof. Dr. Bernardo Petriz de Assis [CREF 010110-G/DF] e conduzido pelo aluno de mestrado Filipe Ribeiro, revelou contribuições da microbiota intestinal para a manutenção do equilíbrio fisiológico do corpo humano, comprovando a eficácia da pesquisa para a sociedade. Tal manutenção está ligada à saciedade alimentar, susceptibilidade a doenças inflamatórias e intestinais e também no desenvolvimento da obesidade e de doenças associadas, como a diabetes. Com isso, o equilíbrio da composição e diversidade microbiana tem sido fundamental na prevenção dessas doenças.

Para chegar a esses resultados, a pesquisa induziu animais a uma dieta rica em gordura, que apresentaram consequente aumento de peso e acúmulo de gordura abdominal, em relação aos animais que mantiveram a dieta padrão e nutritivamente balanceada. Posteriormente, os animais obesos foram submetidos a oito semanas de treinamento, com exercício aeróbio moderado em esteira, apresentando desempenho baixo, porém deixando de ganhar mais peso.

Já em relação às modificações na microbiota intestinal, os resultados mostraram que a dieta rica em gordura suprimiu o efeito do treinamento aeróbio. Desta forma, apesar do treinamento ter modificado alguns gêneros bacterianos, a dieta exerceu uma maior influência na modificação da diversidade e abundância das bactérias intestinais. Desta maneira, os resultados apontaram o potencial da alimentação e do exercício físico como fatores externos na modulação da microbiota intestinal, direcionando possíveis novas perspectivas no tratamento clínico da obesidade e suas patologias associadas, como a diabetes.



Fonte: Diário do Nordeste