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Para prevenção de eventos cardiovasculares, homens precisam fazer maior quantidade (duração e intens19/01/2018

Apesar da prática de atividade física no tempo livre prevenir eventos cardiovasculares em pessoas de ambos os sexos, os homens precisam de maior quantidade (duração e intensidade) de atividade física para que os benefícios sejam alcançados. A conclusão é de uma pesquisa desenvolvida pelo ELSA-Brasil – Estudo Longitudinal da Saúde do Adulto, que será publicada no periódico “Arquivos Brasileiros de Cardiologia”.

Desenvolvido em seis capitais brasileiras (Salvador, Vitória, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre), o ELSA-Brasil acompanha desde 2008 uma coorte de 15.105 servidores/as públicos/as ativos/as ou aposentados/as de seis instituições de ensino superior e pesquisa do país. Na análise dos dados sobre os/as participantes, foi observado que os homens precisam de atividades mais intensas e duradouras para garantir proteção cardiovascular.

O principal objetivo do estudo foi verificar a associação entre atividade física no tempo livre e atividade física no deslocamento com escores de risco cardiovascular na coorte do ELSA-Brasil. Os principais resultados demonstram que para quase todos os escores de risco cardiovascular analisados a atividade física no tempo livre apresenta-se inversamente associada, ou seja, a maior prática da atividade está relacionada a menor risco, enquanto a atividade física no deslocamento não apresenta associação estatisticamente significante para nenhum deles.

Os/as autores/as observaram ainda a existência de efeito dose-resposta na associação entre atividade física no tempo livre e escores de risco cardiovascular, principalmente em homens. Ou seja, quanto maior a quantidade, maior o efeito observado, demonstrando necessidade de maior quantidade (duração e intensidade) de atividade física para que os efeitos de proteção cardiovascular possam ser obtidos em indivíduos do sexo masculino.

De acordo com Francisco Pitanga [CREF 000108-G/BA], um dos autores do estudo, os homens, mesmo no estado de repouso tem maior gasto energético do que as mulheres, em função de possuírem maior quantidade de massa musculoesquelética. Assim, precisam de maior quantidade de atividade física (duração e intensidade) para quebrar a homeostase de repouso e consequentemente fazer com que os mecanismos que desencadeiam a proteção cardiovascular, tais como redução da pressão arterial, níveis glicêmicos e triglicerídeos, além do aumento do HDL-C possam ser ativados.



Fonte: Arquivos Brasileiros de Cardiologia