Sexta-feira, 18 de agosto de 2017
Fale conosco
Clipping

É possível reverter as curvas ascendentes de obesidade e sedentarismo 

A obesidade e o sedentarismo são problemas globais de saúde pública, pois causam doenças crônicas, atingem uma grande parte da população e geram custos elevados. Atualmente, 2,1 bilhões de pessoas são obesas no mundo, provocando um impacto de US$ 2 trilhões por ano para a economia. No Brasil, mais da metade da população está acima do peso e são gastos anualmente US$ 110 bilhões com essa mazela.

Em relação ao sedentarismo, o Brasil também não vai nada bem. Embora seja o segundo país em números de academias no mundo e possuir condições naturais favoráveis à prática de exercícios durante todo ano, aproximadamente 46% dos brasileiros não praticam nenhuma atividade física. Sabemos que o sedentarismo e a obesidade são fatores de risco importantes para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e metabólicas. Portanto, medidas interdisciplinaridades precisam ser tomadas para que esse quadro seja mudado.

Recentemente, foi finalizado um projeto liderado pelo professor de educação física Márcio Atalla [CREF 082046-G/SP], intitulado “Vida de Saúde”. Implantado em Jaguariuna, uma cidade do interior de São Paulo com aproximadamente 50 mil habitantes, o projeto objetivou mudar o estilo de vida da população local para reduzir as estatísticas de obesidade e outros problemas de saúde pública.

Aproveitando o cadastro dos moradores do município para uso dos serviços públicos, o programa monitorou a adesão dos habitantes e as mudanças proporcionadas pelas intervenções. O professor e  pesquisadores da Universidade de São Paulo e da Faculdade de Jaguariúna avaliaram sete mil pessoas, medindo o peso, circunferência abdominal, nível de atividade física, dieta, taxas de colesterol, triglicérides, glicemia e proteína C-reativa (marcadores que indicam o risco de doenças). A ideia é que todos esses dados deem  origem a um estudo capaz de mensurar o impacto da campanha e das intervenções na saúde da população. Através de uma plataforma digital, o programa permitiu o controle da rotina de atividade física e alimentação.

O resultado desse programa, que se desenvolveu ao longo de 2016, promoveu uma redução média de 1,5Kg do peso corporal dos participantes, melhorou os hábitos alimentares, reduziu a quantidade de medicação e, mais importante, convenceu 40% dos envolvidos a adotarem um estilo de vida ativo. Outro legado importante do projeto: mostrou que a união de profissionais de educação física, nutricionistas, médicos e agentes de saúde pode promover resultados extraordinários sem necessitar de ações mirabolantes.

Uma lição para toda a sociedade. Projetos como esse devem ser disseminados em parcerias com secretarias de saúde e esporte, aproveitando a capilaridade dos municípios e posteriormente estendendo aos estados e ao país. A prevenção, por meio da inserção de hábitos simples e baratos, pode reverter o curso catastrófico consequente do sedentarismo e obesidade em nosso país, melhorando a saúde das pessoas e reduzindo custos astronômicos.

Fonte:  O Globo

O Conselho Legislação Sistema CONFEF/CREFs Registrados Inscrição/Registro Comunicação Utilidades Eleição CONFEF 2016