Sábado, 29 de abril de 2017
Fale conosco
Nº 60 - Dezembro 2010

Academias acessíveis a todos

A prática de atividades físicas e esportivas deve ser ofertada a todos, sem distinção. Isso vale, obviamente, a todos os grupos e setores da sociedade – principalmente às pessoas com deficiência. Certo? Na teoria, a tese é perfeita. Porém, na prática, será que o acesso aos locais onde são oferecidos os serviços prestados pelos profissionais de Educação Física é facilitado a todos?

Em setembro, acadêmicos do curso de Educação Física da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) analisaram a acessibilidade das instalações físicas das academias em João Pessoa. Foram pesquisadas oito academias em bairros distintos da capital paraibana. Resultado: não foi encontrada em nenhuma delas a aplicação do padrão fixado nas normas técnicas de acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas – NBR 9050:2004.

A função da NBR 9050:2004 é “estabelecer critérios e parâmetros técnicos a serem observados quando do projeto, construção, instalação e adaptação de edificações, mobiliários, espaços e equipamentos urbanos às condições de acessibilidade”. Vale ressaltar que a NBR 9050:2004 são referências normativas para o cumprimento do Decreto nº 5296/2004, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Em outras palavras, esses espaços – nos quais podemos incluir as academias – devem estar acessíveis a TODOS.

Diante deste fato, o CONFEF orienta os estabelecimentos que oferecem atividades físicas e esportivas, como clubes e academias, a se adequarem a estas normas, buscando adaptar seus espaços para receber e atender a todos, especialmente os portadores de necessidades especiais.

Essa ação, sem dúvida, beneficia as academias e os profissionais de Educação Física, que aumentam o número de usuários dos seus serviços; e toda população, que passa a ter acesso irrestrito à prática de atividades físicas e esportivas – objetivo defendido pelo Sistema CONFEF/CREFs desde a sua fundação.

Fonte: Portal CONFEF
CREF6/MG promove seminário em Belo Horizonte

Em outubro, foi realizado na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais, o III Seminário Educação Física e Ensino Superior. A iniciativa do CREF6/MG teve por objetivo disponibilizar aos seus inúmeros parceiros institucionais informações essenciais sobre a formação em Educação Física e a função fiscalizadora do Conselho Regional no estado, além de estreitar a distância entre as IES e o Conselho.

“O evento congregou o CREF6/MG e as Instituições de Ensino Superior em Educação Física de Minas Gerais”, afirmou o presidente do Conselho e coordenador geral do seminário, Prof. Claudio Augusto Boschi.

Paralelamente ao encontro, foi realizada uma reunião na qual ocorreu a reativação do Conselho dos Dirigentes das Escolas de Educação Física (CONDIESEF), entidade importante historicamente para a profissão. Além disso, alguns temas essenciais do universo atual da Educação Física foram disseminados e debatidos no seminário, como “A regulação, exacção e fiscalização do exercício profissional de educação no estado de Minas Gerais”, “A formação do Profissional de Educação Física para atuar na área de Saúde”, dentre outros.

* Com informações do CREF6/MG.
Entidades repudiam curso de Futsal em Sergipe

O presidente da Federação Sergipana de Futsal (FSFS), Manuel Cruz, informou que o ‘Curso de Treinador com Luis Brigatti’, que vinha sendo divulgado na internet, não possuía o apoio da entidade estadual, e tampouco da Confederação Brasileira de Futsal (CBFS). Brigatti utilizava um site para informar que é ex-jogador, técnico e representante da CBFS, entidade máxima do salonismo nacional. Ele também disse que o treinamento tinha a chancela da FSFS, e que o participante ganharia um certificado de habilitação profissional para trabalhar em todo território nacional, inclusive fora do país.

No início do mês, o presidente da CBFS, Aécio de Borba Vasconcelos, emitiu um comunicado repudiando a atitude do responsável pelo curso. No documento, o dirigente reafirma que o nome da Confederação foi inserido no convite indevidamente, que o docente não é representante da CBFS credenciado e que o curso não proporciona inscrição na CBFS nem na UEFA.

Ainda de acordo com Aécio de Borba, a entidade só promove cursos solicitados por suas filiadas, ministrados por seus integrantes sem cobrança de inscrições. O presidente continua: “Regulamentarmente, somente se inscreve técnico de futsal aqueles que são inscritos nas federações por clubes filiados, obrigatoriamente satisfazendo as exigências da legislação vigente, devidamente registrados no CREF e por elas remetidas a CBFS”, enfatizou.

Fonte: Plenário - A Notícia Agora
Brasil, o país do futebol? Só se for pelo 'joystick'

Mais jovens estão trocando a prática de esportes pelos jogos de videogame, diz pesquisa. E o Brasil tem os piores índices

‘Não gosto de praticar esportes, prefiro jogar no videogame’. A confissão do pequeno Vincenzo Lima, 6 anos, feita entre um lance e outro de uma partida de futebol virtual, reflete realidade diagnosticada pelo Instituto de Pesquisa Sulamericano Kiddos, a pedido do canal de TV por assinatura Nickelodeon, em 7 países da América Latina: crianças e adolescentes estão praticando menos atividades físicas e virando ‘cyberesportistas’. O Brasil é o que tem os piores índices.

O dado preocupa autoridades, pais e educadores. O Rio é a 2ª capital no ranking da obesidade entre estudantes, segundo dados do IBGE de 2009, que apontam 8,9% dos alunos cariocas como obesos, atrás apenas dos de Porto Alegre. “Passei a controlar o tempo do videogame. Antes das férias, só deixava ele jogar sextas, sábados e domingos. Agora, estou mais flexível”, diz a mãe Marianne Lima, 31, que matriculou o filho em várias atividades físicas, sem sucesso.

No próximo ano, Vincenzo estudará num colégio com referência esportiva. “Espero despertar interesse nele, já que nem playground funciona”.

“A regularidade de exercícios físicos é uma necessidade primordial para o desenvolvimento saudável das crianças e uma base para melhorar a aprendizagem nas demais disciplinas”, opina a secretária municipal de Educação do Rio, Claudia Costin, lembrando convênios firmados com clubes e vilas olímpicas para oferecer atividades esportivas a alunos de escolas sem quadras.

Clique AQUI e confira a matéria na íntegra.

Fonte: O Dia (RJ)
Nota de pesar
Informamos, com pesar, o falecimento do Prof. Dr. Ruy Jornada Krebs (CREF 000094-G/SC). A Educação Física perde um de seus baluartes, um renomado professor que preparou inúmeros profissionais, bem como atuou na educação continuada no Brasil e no exterior, contribuindo para a qualificação profissional.