Sexta-feira, 18 de agosto de 2017
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Nº 63 - Fevereiro 2011

Fiscalizações pelo Brasil

Mal começou o ano e as ações de fiscalização dos Conselhos Regionais de Educação Física (CREFs) continuam a todo vapor. Alguns CREFs autuaram pessoas físicas e jurídicas, alteraram editais de concursos públicos e, até mesmo, impediram que o técnico de um renomado time do futebol brasileiro, com situação irregular no Sistema CONFEF/CREFs, entrasse em campo para comandar a sua equipe.

No Rio Grande do Sul, as prefeituras dos municípios de São José do Norte e Sinimbu, atendendo a solicitação do CREF2/RS, apresentaram retificações em seus editais dos concursos para professores, exigindo o registro do Profissional de Educação Física no momento da posse. O Conselho Regional local vem orientando todos os municípios da região quanto à necessidade do registro profissional para o cumprimento da legislação, em especial, a questão da exigência de formação em Licenciatura Plena ou Básica para atuação na área escolar.

Em Gurupi, no Tocantins, fiscais do CREF14/GO-TO intensificaram as ações no município, visitando academias, clubes, escolinhas de futebol no intuito de evitar que pessoas sem registro no conselho exerçam a profissão de forma ilegal. Um indivíduo que atuava como personal trainer e instrutor de uma academia sem registro no Conselho foi autuado em flagrante.

Na Paraíba, o CREF10/PB-RN vem fiscalizando o torneio de futebol local desde a 2ª rodada, visando a cumprir as prerrogativas do artigo 38 do regulamento do Campeonato Paraibano, que determina que “os técnicos de futebol deverão apresentar carteira emitida pela Entidade Profissional, sob pena de não terem acesso ao banco de reservas e à área lateral do campo de jogo”. O mesmo se aplica ao preparador físico da equipe.

Seguindo a mesma linha, o treinador do Bahia acabou sendo proibido de comandar o time durante uma partida válida pelo Campeonato Baiano. O técnico possui registro no CREF13/BA-SE, mas sua carteira estava vencida. Na última quinta-feira (10), o treinador solicitou a regularização do seu registro junto ao Conselho e obteve, para o jogo seguinte, uma autorização provisória de 30 dias.

Fontes: CREF2/RS / CREF14/GO-TO / Portal Paraíba 1  (PB) / A Tarde (BA)
Professoras dizem terem sido vetadas por obesidade

Afirmação vem de ao menos cinco consideradas 'inaptas' em exame médico após concurso para dar aula. Em resposta, governo enfatiza que obesidade é considerada doença pela Organização Mundial de Saúde (OMS)

Candidatas a um cargo de professor da rede estadual paulista afirmam que foram impedidas de assumir o trabalho por serem obesas. O jornal Folha de São Paulo recebeu reclamações de cinco docentes de três cidades diferentes da Grande São Paulo, que dizem que seus exames clínicos não tinham alteração e, mesmo assim, foram consideradas ‘inaptas’ pelo Departamento de Perícias Médicas de São Paulo.

As professoras participaram do concurso que selecionou 9.304 docentes para dar aulas a partir deste ano. Elas foram aprovadas em uma prova, participaram de um curso de formação e passaram em uma segunda prova. No começo deste ano, foram submetidas à perícia.

Na semana passada, ouviram dos diretores de escolas onde dariam aula que foram reprovadas no exame. Elas afirmam que ainda não tiveram acesso ao laudo e que não foram informadas oficialmente do motivo da reprovação. Entraram com recurso e com um pedido de vistas do resultado. Duas dizem que ouviram dos médicos, no dia da consulta, que provavelmente não seriam aprovadas pela perícia em razão do peso. Elas têm de 90 kg a 114 kg e duas delas são obesas mórbidas, com IMC (Índice de Massa Corporal) acima de 40.

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Fonte: Folha de São Paulo
Doping genético: uma tentação para a Copa e os Jogos no Brasil

Até os Jogos Olímpicos de 2016, o Brasil terá condições de formar toda uma geração de atletas de alto desempenho e, como país sede, incrementar o investimento não apenas financeiro, mas também em equipamentos e conhecimento científico para fazer bonito no quadro de medalhas. É óbvio que o mesmo desejo de fazer bonito vale para a Copa do Mundo de 2014. Entretanto, existe um temor justificado de que atletas, treinadores e outros profissionais ligados ao esporte de competição recorram a técnicas menos lícitas para ampliar a performance para além dos limites fisiológicos.

“Nesta nova era, a da medicina genômica, o mapeamento e sequenciamento do DNA tornou possível rastrear o genoma humano com a intenção de identificar estes genes e as variantes genéticas que o afetam e, consequentemente, caracterizar geneticamente os ‘fenômenos’ do esporte de alto rendimento. Toda esta tecnologia laboratorial ainda tornou realidade a manipulação de genes, uma estratégia desenvolvida para fins terapêuticos, mas referida no mundo esportivo como ‘doping genético’”, escreveu o Prof. Rodrigo Gonçalves Dias (CREF 059988-G/SP) em artigo que acaba de ser publicado pela Revista Brasileira de Medicina do Esporte (Edição Jan/Fev 2011).

Rodrigo Dias é Profissional de Educação Física e doutor em Biologia Funcional e Molecular pelo IB da Unicamp. Sua pesquisa de doutorado, envolvendo genética e exercício físico, foi desenvolvida em conjunto com o Instituto do Coração (Incor) da USP, onde permanece como pesquisador. Atualmente, ele coordenada a linha de pesquisa “Análise Genômica dos Fenótipos de Boa Forma Física Relacionada à Saúde & Performance Física Humana” – abreviadamente “GENEs of HIGH Performance”, projeto em parceria com a Polícia Militar do Estado de São Paulo. 

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Fonte: Unicamp
Exercícios para melhorar a memória

Atividades físicas aeróbicas podem diminuir a perda de memória em idosos e prevenir o declínio cognitivo associado com o envelhecimento, indica estudo publicado no site e em breve na edição impressa da revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

A pesquisa, feita nos Estados Unidos, verificou que um ano de exercícios físicos moderados foi capaz de aumentar o tamanho do hipocampo em adultos mais velhos, levando a uma melhoria na memória espacial. De acordo com estudos anteriores, o hipocampo diminui com a idade, o que afeta a memória e aumenta o risco de demência.

Arthur Kramer, da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, e colegas examinaram os cérebros de 60 adultos saudáveis com idades entre 55 e 80 antes, durante e após o período de um ano de exercícios.

Os pesquisadores observaram que os participantes que caminharam por 40 minutos, três vezes por semana, tiveram um aumento de em média 2,12% no volume do hipocampo esquerdo e de 1,97% no direito. O grupo que praticou apenas exercícios de alongamento teve diminuição média de 1,40% no hipocampo esquerdo e de 1,43% no direito no período.

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Fonte: FAPESP